Há alguns dias tenho conversado com alguns irmãos e tenho refletido sobre alguns aspectos das igrejas atuais e suas doutrinas 'bem intencionadas'. Infelizmente ao contrário do que o ditado diz – Todas as estradas levam a Roma – no nosso caso não é verdade que ‘Toda boa intenção leva a Verdade’.


Me questiono o seguinte: Será que as igrejas, realmente, têm que trazer os chamados estudos sociais e culturais, ou psicológicos para saber aconselhar um novo convertido? Ou para aumentar a igreja? Será que Deus se importa com números? Será que a bíblia não é suficiente e eficiente?! Será mesmo que Deus é glorificado na obra baseada em algo além da sua própria Palavra e do seu próprio Espírito?

Existe hoje em dia uma negação da suficiência das escrituras para o ensinamento, mas em 2 Timóteo 3:15-17 a palavra diz "E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.   Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;   Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra."

Acredito que essa batalha a respeito das Escrituras foi longe demais. Muitos se sentem no direito de acrescentar, o que lhe convém, aos textos sagrados ou retirar conteúdo deles. Não é de hoje que no meio evangélico, principalmente nas denominações neopetencostais, que os pastores simplesmente pegam um texto bíblico tiram ele do contexto e aplicam como bem entendem. Tenho alguns exemplos muitos claros sobre isso. Cansei de assistir cultos onde isso ocorre, então parece que virou moda. Ou seja, 'se é com boa intenção está valendo'. Mas, até onde me consta só a Verdade liberta, literalmente. 

Porém, a maioria dos 'grandes ministérios' se preocupam muito com as questões numéricas e com agradar os membros de sua igreja, quando deveriam se preocupar em agradar o Senhor. Muitas ainda alegam que devemos nos preocupar para que o povo não se desvie.



Mas, o Senhor, falando ao Pai, disse: "Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse." Nesse caso, o que se perdeu foi Judas, porque desde o princípio não era de Cristo, ou seja, mesmo andando com o próprio Cristo e sendo influenciado por seu ministério ele se perdeu.
Mas os outros não, porque eram verdadeiramente de Cristo. Então, não acredito que devemos nos preocupar com os chamados 'desviados' afinal, os que verdadeiramente são de Cristo nunca se perderão. É claro se estivermos preocupados somente com os 'desviados' da igreja local pode ser verdadeiramente preocupante, mas não é uma preocupação espiritual, a meu ver. Nesse caso a preocupação é com os números. Digo por experiência própria, se fosse por causa da igreja pra andar com Cristo, já teria me perdido há muito tempo. E até por certo tempo, consegui andar afastada do meu Senhor, mas logo fui disciplinada e chamada de volta. E creio que assim são todos os que verdadeiramente são do Senhor. 

Por isso o corpo de Cristo deve estar atento e se questionar sobre aquilo que está sendo ensinado nos pulpitos à luz da palavra de Deus. Primeiramente, porque a palavra diz para fazer isso (I João 4:1), segundo porque o próprio Senhor foi questionado inúmeras vezes sobre suas pregações e doutrinas e sempre respondeu a todas as perguntas e questionamentos, e terceiro porque existe um espírito de opressão na tal da ‘doutrina da submissão’ que tem sido  negativo em muitos aspectos na convivência do corpo de Cristo. A final, os pastores e irmãos merecem respeito, mas também são humanos e podem falhar. Então, porque não devemos ou podemos questioná-los? Como iremos aprender senão for com as nossas autoridades?

Creio profundamente na submissão plena e completa a palavra de Deus, mas até mesmo por experiência própria, não acredito em submissão cega aos homens. Submissão cega só à Palavra de Deus, ou quando o ensinamento tem base bíblica forte.

Muitos têm sido feridos e abusados em nome de Deus. É claro que existe também o outro lado da moeda, onde o evangelho é negligenciado em favor dos homens. Ao meu ver, nenhum dos extremos é benéfico ao Reino de Deus. Deve prevalecer a verdade, e a verdade somente! As escrituras são mais do que suficientes para alimentar o povo de Deus, e não as escrituras distorcidas ou só a parte que nos interessa, mas a escritura toda! 

Não precisamos de estudos sociais para fazer a igreja crescer em números, devemos crescer em conformidade com Cristo Jesus. Ou seja, o crescimento deve ser em qualidade e não em quantidade. Quando assim nos portarmos, não precisaremos nos preocupar com os números porque o evangelho é poderoso o suficiente para fazer uma revolução!

Voltemos ao evangelho, em nome de Jesus!
Paz de Cristo,

Beatriz Rustiguel




Paz de Cristo!

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